A Pesca Desportiva: 1/Jul/2007

A Pesca Desportiva

Blog de pesca desportiva. Muitos dos temas foram publicados em sites de pesca desportiva.

domingo, 1 de Julho de 2007

PEIXES PLANOS OU “PLEURONECTIFORMES”

Os peixes planos encontram-se habitualmente semi-enterrados na areia do fundo mar, para com ele se confundirem. Alguns são nossos conhecidos, como é o caso do linguado, da solha, do pregado ou do rodovalho, podendo ser pescados nos nossos areais de Norte a Sul.São animais marinhos, que surgem um pouco por toda o mundo, diferem das outras espécies de peixes pela sua forma corporal.Possuem o corpo achatado e alongado, tratando-se do único grupo de peixes que não apresenta a simetria bilateral a que estamos habituados, porque possuem os dois olhos do mesmo lado do corpo.A forma corporal que apresentam é uma adaptação perfeita ao facto de serem peixes de fundo, que se encontram normalmente deitados de lado e semi-enterrados na areia. Uma das faces do corpo destes peixes, ventral ou cega, que está em contacto com a areia, é esbranquiçado e não apresenta nenhum olho, podendo ou não possuir uma barbatana pélvica. A outra face, dorsal ou ocular, que fica virada para cima, apresenta diferentes padrões de pigmentação e possui os dois olhos.Estes peixes após nascerem, alevins, não têm qualquer semelhança com os seus progenitores, enquanto larvas tem forma simétrica bilateral, como os restantes peixes, e nadam na coluna de água. Durante a passagem juvenil um dos olhos sofre uma migração para o outro lado do corpo, nessa altura nadam para o fundo e a bexiga-natatória desaparece, permanecendo de futuro “deitados” no fundo do mar, passam a ter a forma dos adultos com simetria dorso ventral.
Alevins
Os olhos movem-se independentemente um do outro, permitindo ao peixe uma visão bilateral, em todas as direcções tornando o raio visual muito abrangente, passando despercebido aos seus inimigos e permitindo-lhe capturar com alguma facilidade as suas presas.São normalmente desprovidos de barbatana peitoral e pélvica do lado cego. A barbatana dorsal e anal são contínuas desde a cabeça até à cauda.A deslocação dos peixes de fundo, os “pleuronectiformes”, deslocam-se junto ao fundo, onde se encontram a maior parte do tempo, nadando com movimentos ondulatórios do corpo, possíveis devido à sua forma e às longas barbatanas dorsal e anal, que lhes permite também enterrarem-se na areia.Com grande capacidade de alteração da sua pigmentação por expansão e contracção das células pigmentares, de acordo com o fundo em que se encontram, estes peixes utilizam-na como camuflagem, para se esconderem dos predadores ou para se alimentarem.Alimentam-se de pequenas minhocas, caranguejos, casulos, moluscos, crustáceos, poliqueteas e, ocasionalmente, de pequenos peixes.
As espécies que podemos pescar nas nossas águas são as seguintes espécies.
“PLEURONECTIFORMES”
Rodovalho “scophthalmus rhombus”;
Rodovalho Bruxa “Zeugopterus punctatus “ ou “Scophthalmus aquosus”;
Que pertencem à família “SCOPHTHALMIDAE”, caracterizando-se pela presença dos olhos do lado esquerdo do peixe, com o olho superior aparecendo por cima ou atrás do olho inferior.

Rodovalho

O Pregado “Scoph-thalmus” - “Psetta maxima”.

Pregado

A Solha “pleuronectes platessa” , a Patruça ou Solha-das-pedras “platicthus flessus” , da família “PLEURONECTIDAE” , que se caracterizam pela presença dos olhos do lado directo do corpo e dentes fortes e mais desenvolvidos do lado “cego”, e barbatanas peitorais desiguais.O Linguado “solea vulgaris” e “solea solea”, “solea senegalensis” , e “microchirus ocellatus”, e Areeiro “Lepidorhombus whiffiagonis” e Areeiro-de-quatro-manchas “Lepidorhombus boscii” , pertencente à família “SOLEIDAE” que se caracteriza pela presença dos olhos, de dimensões bastante reduzidas, do lado direito do corpo, corpo comprido, ausência de dentes e a presença de uma barbatana pélvica rudimentar.

Linguado

Num próximo artigo irei falar, em pormenor, das características dos peixes planos mais comuns e da sua pesca.

Bibliografia:
Pesca Desportiva em Portugal, de Álvaro Maria de Sousa
Pêche en Mer du Rivage, de J. M. Böelle – B. Doyen
Pêche en Mer en 10 leçon, de Henri Dewil
Sites:

Publicado em 15 de Maio de 2004

Fiquem bem